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A Cátedra do Gás

A participação do gás natural na matriz energética brasileira tem crescido de forma significativa nos últimos anos. Trata-se do energético que mais amplia sua participação na matriz energética do país: de 3,7% em 1998 foi para 9,3% em 2008. A taxa média de crescimento é de 20% ao ano (segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado - Abegás).

Contudo, o gás natural continua sendo uma fonte de energia recente para o Brasil. Não se conhecem as características técnicas e econômicas deste combustível. A população não recebe informações suficientes sobre o gás porque há carência de profissionais que possam difundir esclarecimentos sobre o novo energético. Além disso, observa-se uma resistência à inclusão do gás nos debates de políticas energéticas. Ainda não existe uma cultura do gás natural tanto entre a população quanto entre os especialistas em energia, que desconhecem suas qualidades de "energético completo".

O gás natural continua a ser visto apenas como "gás de rua". A COMGÁS e o Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo propõem-se a consolidar conceitos expandidos, tais como aquele do "gás da casa" (para o segmento residencial do mercado, por exemplo).

Como os usuários desconhecem as tecnologias que podem ser adotadas, ainda há grande impedimento do uso do gás natural. Enquanto isso, autoridades públicas, inclusive ambientais, tendem a criar obstáculos, nem sempre razoáveis, aos empreendimentos de gás natural. Desta forma, dificulta-se o uso do gás, sem que a sociedade esteja a par das várias vantagens (inclusive ambientais) que ele pode trazer.
A intenção deste projeto é contribuir para a disseminação de informações que contribuam para o fim desse estado de apatia. A COMGÁS e a Universidade de São Paulo desejam aproximar o mundo acadêmico das possibilidades geradas pelo gás natural. Para tanto, trabalham intensivamente no sentido de difundir conhecimento, reduzindo dúvidas e preconceitos culturais, que tendem a afastar o consumidor da nova fonte de energia. A proposta de atuar com a cultura do gás prioritariamente a partir da Universidade visa atingir um grau ótimo de esclarecimento da população, o que poderá balançar os grupos de decisão do país na formulação de políticas mais saudáveis para toda a indústria.